
Do blog do Roberto Almeida
Maria Isabela Ferreira Alves, a Bella Kahun, é cantora e compositora, natural de Garanhuns, que vem construindo sua carreira desde criança e com menos de 20 anos já tem uma legião de fãs, não somente em sua terra natal, mas também em Caruaru, Olinda, Recife e muitas outras cidades.
Com uma voz muito boa, talento, presença de palco de artista madura, Bella está lançando seu álbum de estreia, com 10 músicas, que segundo ela “dialogam entre si” para passar um recado antenado com o sentimento dos jovens e o o momento nacional.
O disco, intitulado "Crua", será lançado pelo selo independente PE Squad.
Cantora antes dos 18 anos já se apresentava em barzinhos, eventos culturais e até em produções da Sem Diploma Records, selo de rap de Garanhuns.
Quem acompanha a trajetória de Bella Kahun acredita que ela renova a MPB, incorpora momentos do melhor do Pop, inclui nas suas canções nuances de bolero e até de R&B (som de origem americana já incorporado à música brasileira).
Segundo Vitória Almeida, que conhece o trabalho da artista garanhuense, o sucesso de Kahun tende a se expandir através do conceito que sua arte vem trazendo. “Ela agrega outros artistas a seu trabalho, dando uma audaciosa visibilidade ao meio LGBTQ+, em que vive. Bella carrega consigo a verdade nua e crua de ser uma mulher que vive de música no interior de Pernambuco”, frisou.
Lançamento do álbum “Crua” será no dia 25 de setembro e o trabalho autoral logo estará em todas as plataformas digitais. Uma mostra do que vem por aí foi dada nesta sexta-feira (11), com a apresentação pela cantora do clipe “Sorte”.
Bella, como já esperavam seus fãs, soltou a voz, esbanjou talento, com postura de profissional.
A garanhuense vai longe.
Segue um trecho de "Dúvidas de Nós", uma das composições de Kahun:
Meu caderno velho
que te tem por escrito, hoje já não te descreve mais
nem o teu sorriso
nem o teu olhar
São só vazios que não faço questão de falar
Não quero voltar ao que aconteceu
Saudade que invade do teu peito ao meu
Resquícios de nós
do que se perdeu
Saudade da vida e do que a gente não viveu
Guardei o beijo que você me deu
Apesar de nunca ter sido meu, bem
Me alertasse que era o último adeus.