
Do blog do Roberto Almeida
A vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech apresentou uma eficácia de mais de 90% em proteger as pessoas contra o coronavírus na comparação com um placebo, de acordo com uma análise preliminar feita por um comitê de monitoramento independente do ensaio clínico.
A primeira análise dos testes, que ainda estão em andamento, é uma pequena amostra da possível performance da vacina no "mundo real". O imunizante é um dos quatro que estão nos estágios finais de testes nos Estados Unidos.
Este é o indício mais forte até agora de que a busca sem precedentes para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus possa ser bem sucedida, quebrando todos os recordes científicos de velocidade de desenvolvimento de um imunizante. A vacina BNT162 está sendo testada por 2 mil voluntários em São Paulo e na Bahia.
"Eu diria que é um momento histórico. Isto nunca aconteceu antes. Primeiro de tudo, o mundo foi impactado com uma situação terrível, a pandemia, e agora sermos capazes de, em um curto espaço de tempo, realizar algo que levaria anos", disse Kathrin Jansen, chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas da Pfizer. "Ouvir que uma análise provisória apontou que (a vacina) é 90% eficaz foi incrível".
O resultado foi observado na primeira análise interina de eficácia da vacina, conduzida neste domingo, 8, quando foram confirmados 94 casos de contaminação com covid-19 entre os participantes, divididos entre aqueles que tomaram placebo e os que tomaram a vacina. A rodada final de análise de eficácia será feita quando se chegar a 164 casos confirmados, o que pode modificar essa taxa de eficácia. Ao todo, a fase 3 dos testes já envolve mais de 43 mil participantes.
Os resultados, que ainda não foram publicados ou revisados por pares, chamam atenção porque havia uma expectativa de que as vacinas em teste poderiam alcançar apenas algo entre 60% e 70% de eficácia.
Em entrevista coletiva, o presidente-executivo da BioNTech, Ugur Sahin, disse que a empresa está pesquisando se a vacina pode sobreviver por até cinco dias a uma temperatura normal de geladeira, de 4°C.
O aumento do surgimento de casos de coronavírus nos meses mais frios, apesar de devastador para o país (Estados Unidos), significa que os testes poderão ser finalizados antes do previsto pelos executivos da empresa. Com mais pessoas expostas ao vírus, testar a vacina se torna mais fácil - e mais rápido.
*Fonte: MSN Notícias