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FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS - 30 ANOS DE HISTÓRIAS

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Segnda Parte - Marcílio Reinaux

Com o Prefeito Ivo Amaral de pronto defrontamo-nos com aquela expressão da qual nos fala o poeta Fernando Pessoa, ao dizer: "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce". Deus quis. Ali com Ivo, sonhamos em muitas conversas que se sucederam, mas depois juntos partilhamos com outras pessoas não apenas sonhadoras, mas também decididas e empreendedoras. E a obra nasceu no seu tempo próprio. Em julho de 1991 foi realizado o primeiro Festival.

 

Claro que o evento não surgiu tão logo, da noite para o dia. O tempo passou, mas o assunto e a decisão de fazer o festival nunca esmoreceu. Da parte da Prefeitura foram consumidos vários anos de gestões na busca de financiamento. Conversando, falando com pessoas, divulgando a idéia e enfim conquistando simpatizantes e apoiadores e ao final formatando a opinião pública. De nossa parte enquanto jornalista escrevemos várias vezes sobre o festival, como se pode verificar nos arquivos dos jornais: "O Monitor" e "Diário de Pernambuco". Ali têm tudo que publicamos. A semente do festival, fora lançada sobre terra fértil, alicerçada no desejo de alguns homens públicos bem intencionados em fazer o que é bom para a comunidade à qual eles servem.

Sempre tivemos o sentimento de que o FIG (como ficou sendo chamado), transformou-se em uma frondosa árvore sob a sombra da qual, milhares de pessoas trabalham, centenas de empresas acionam seus negócios, instituições públicas e privadas atuam fortemente, a indústria e o comercio ficam mais "azeitados" em especial aqueles das atividades informais. Todos se valem do festival. Os artistas desde os famosos aos que vão surgindo a cada ano vão dando os seus recados. A intelectualidade do povo de Garanhuns e de outros da Região do Agreste Meridional, encontram eco nos seus valores e nas suas versatilidades; a capacidade criadora das mulheres, o gênio inventivo do homem simples que faz um artesanato excepcional, afloram em manifestações artísticas, estéticas e culturais de intenso calor humano. Um novo comportamento social regionalista se desenhou com o festival, vez que as pessoas e a cidade se preparam para a festança, seja trabalhando, seja se divertindo, fazendo novas amizades. Assim, tem-se formatado uma nova leitura do valor sócio antropológico do próprio povo, ao longo destes anos. Estudiosos dessa área poderão com alunos universitários, estudarem a essência cultural que o festival ensejou para a região. Tudo isso foi, é e tem sido e será sempre o Festival de Inverno de Garanhuns.